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quarta-feira, 20 de março de 2013

Portas Abertas no Brasil mobiliza anualmente mais de 5.500 igrejas e 24 mil parceiros; Conheça mais sobre a história e trabalho da missão


O ministério da Missão Portas Abertas no Brasil completará 35 anos de existência no próximo dia 1º de Maio, e as comemorações em torno da data já começaram, ressaltando o amplo trabalho desenvolvido nesse período.

Douglas Monaco, ex-secretário geral da Portas Abertas no Brasil e atual auditor interno da Open Doors International, entidade que congrega e coordena as demais filias da missão no mundo, publicou no site da revista Ultimato um artigo sobre os 35 anos de atividade no Brasil.

“Do trabalho solitário de um jovem holandês – conhecido como Irmão André – que consistia em atravessar fronteiras comunistas com um fusca azul repleto de Bíblias, nasceu o ministério que hoje é conhecido como Portas Abertas. No Brasil esse ministério comemora 35 anos! Nossa missão é divulgar a dura realidade vivida por cristãos, ao redor do mundo, que são perseguidos por causa de Jesus. Encorajamos os cristãos brasileiros a serem um exemplo para o mundo no socorro aos cristãos perseguidos de outros países, por meio de oração e contribuições financeiras”, resume o missionário.

Monaco ressalta as dificuldades enfrentadas em 1978, quando a irmã Elmira Pasquini se propôs a estruturar uma filial da missão no Brasil. “O começo foi pequeno, mas o trabalho cresceu bastante. Ao entrar hoje na sede da Missão em Vila Congonhas, cidade de São Paulo, não dá para imaginar aquele início. Mesmo sem luxo, tudo é bonito, organizado e aconchegante. Há 36 pessoas trabalhando no escritório e mais de 200 voluntários cadastrados”, enumera.

A extensão do trabalho da Missão Portas Abertas é relatada por Douglas Monaco, que frisa a mobilização que a igreja evangélica brasileira faz em torno do trabalho missionário: “Há cerca de 24 mil parceiros ativos. Por ano, fazem-se dez viagens de parceiros ao campo, arrecadam-se 11 milhões de reais e a campanha ‘Domingo da Igreja Perseguida’ mobiliza mais de 5.500 igrejas no Brasil inteiro”, diz.

Segundo Monaco, o resumo do trabalho da Missão Portas Abertas é a oferta de oportunidade para que cristãos sejam transformados e a igreja continue crescendo, sem fronteiras: “O compromisso final é com a transformação: cristãos perseguidos mais capacitados no campo, cristãos livres mais comprometidos em seus países, um Corpo de Cristo mais unido, mais fortalecido e mais apto a cumprir a missão que Jesus nos deixou de, sendo um, mostrar ao mundo que o Pai O enviou, conforme João 17”, pontua o auditor da Open Doors, que finaliza: “Graças a Deus pela vida dos que militam na Missão hoje, desde seu dirigente máximo até o mais simples colaborador. Que Deus os capacite e os inspire a fazer um trabalho que o glorifique e cumpra seus propósitos. Graças a Deus por todos, sem exceção, a quem ele mesmo concedeu o privilégio de terem sido participantes dessa história”.

Confira abaixo, a íntegra do artigo “Perseguidos, mas encorajados”, de Douglas Monaco, no site da Ultimato:

Do trabalho solitário de um jovem holandês – conhecido como Irmão André – que consistia em atravessar fronteiras comunistas com um fusca azul repleto de Bíblias, nasceu o ministério que hoje é conhecido como Portas Abertas.  No Brasil esse ministério comemora 35 anos!

Nossa missão é divulgar a dura realidade vivida por cristãos, ao redor do mundo, que são perseguidos por causa de Jesus.  Encorajamos os cristãos brasileiros a serem um exemplo para o mundo no socorro aos cristãos perseguidos de outros países, por meio de oração e contribuições financeiras.

Em nosso 35º aniversário, celebre conosco mais um ano em defesa da causa dos irmãos perseguidos.

Quando em 1977, irmã Elmira Pasquini levantou uma oferta para o Irmão André na primeira visita que ele fazia ao Brasil. Ela não tinha ideia das consequências daquele gesto. Ele disse a ela que o melhor destino para o dinheiro seria começar o escritório da “Open Doors International” (ODI) no Brasil.

Ela fez o que ele instruiu e, meses depois, em 1º de maio de 1978, registrava-se a fundação da Missão Portas Abertas, afiliada da ODI, que durante um bom tempo funcionaria na casa da irmã Elmira. O começo foi pequeno, mas o trabalho cresceu bastante. Ao entrar hoje na sede da Missão em Vila Congonhas, cidade de São Paulo, não dá para imaginar aquele início. Mesmo sem luxo, tudo é bonito, organizado e aconchegante. Há 36 pessoas trabalhando no escritório e mais de 200 voluntários cadastrados. Há dois auditórios para a realização de eventos e, ao todo, o prédio alugado tem quatro andares com 550 m2 de área construída.

Há cerca de 24 mil parceiros ativos. Por ano, fazem-se dez viagens de parceiros ao campo, arrecadam-se 11 milhões de reais e a campanha “Domingo da Igreja Perseguida” mobiliza mais de 5.500 igrejas no Brasil inteiro.

A lembrança daquele início em comparação com o presente faz pensar em duas coisas: transformação e relacionamento.

Transformação

As mudanças políticas, econômicas, sociais e tecnológicas nos últimos 35 anos, forçaram a ODI e a Missão a se renovarem. O trabalho de campo da ODI que, no começo, era só distribuição de Bíblias, adicionou treinamento, desenvolvimento socioeconômico e ações institucionais. A Missão foi se adaptando e engajando os parceiros brasileiros com essas atividades.

Além do crescimento e das mudanças nos métodos, uma transformação mais fundamental vem ocorrendo: a consciência que a ODI e afiliadas vêm ganhando sobre a essência do ministério que realizam.

O compromisso final é com a transformação: cristãos perseguidos mais capacitados no campo, cristãos livres mais comprometidos em seus países, um Corpo de Cristo mais unido, mais fortalecido e mais apto a cumprir a missão que Jesus nos deixou de, sendo um, mostrar ao mundo que o Pai O enviou, conforme João 17.

Essa é a grande transformação e é com ela que todos nós estamos comprometidos.

Relacionamento

É fantástico o quanto de ensino há naqueles gestos da irmã Elmira e do Irmão André. Ela, querendo ajudar, fez o que qualquer de nós faria: uma doação.

Ele, revelando o tipo de engajamento que o ministério quer, aceitou a doação, mas pediu algo mais: o relacionamento permanente. Afinal, como formar mais uma afiliada da ODI sem um relacionamento, no mínimo, duradouro?

A irmã Elmira ficou profundamente honrada pelo pedido do Irmão André, fundou a Missão, recebeu-a na própria casa e, até hoje, é uma voluntária, mesmo aos 85 anos de idade. Ela captou a importância do relacionamento.

E o exemplo dela nos serve de ensino: os irmãos perseguidos não querem nosso dinheiro, eles querem nossa atenção, nossa oração, nosso amor.

Gratidão

Graças a Deus pela vida dos que militam na Missão hoje, desde seu dirigente máximo até o mais simples colaborador. Que Deus os capacite e os inspire a fazer um trabalho que o glorifique e cumpra seus propósitos. Graças a Deus por todos, sem exceção, a quem ele mesmo concedeu o privilégio de terem sido participantes dessa história.

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Douglas Monaco, atualmente auditor interno da Open Doors International, ocupou o cargo de Secretário Geral da Portas Abertas Brasil entre abril de 1990 e dezembro de 2009.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+


quarta-feira, 6 de março de 2013

Missão Portas Abertas divulga nota desmentindo rumores de que o pastor Yousef Nadarkhani teria sido assassinado



O pastor Yousef Nadarkhani está vivo, embora continue no Irã, onde há forte perseguição a cristãos.

A Missão Portas Abertas divulgou um comunicado desmentindo rumores que circularam pelas redes sociais afirmando que Nadarkhani teria sido assassinado.

“Em busca de informações mais precisas, demoramos a nos pronunciar, entretanto, chegamos com boas novas: a notícia que tem percorrido sites e redes sociais de que o Pr. Yousef Nadarkhani foi assassinado é falsa”, diz a nota.

Segundo a Missão, “um colaborador da Portas Abertas, em contato direto com uma fonte próxima ao pastor afirmou que Nadarkhani está vivo”, garante o texto, que ainda pede a divulgação da informação para combater os boatos e garantir que os cristãos de todo o mundo orem por ele.

“Agora é muito simples: compartilhe essa mensagem com o máximo de pessoas possível, para que tais rumores terminem. Ao invés de lamentar a morte de Yousef, ore para que o Senhor o fortaleça e o sustente. A luta ainda não terminou”, enfatiza o texto.

Yousef Nadarkhani se tornou mundialmente conhecido ao ser acusado de apostasia do islamismo, o que segundo as autoridades do Irã, deve ser punido com a morte. Entretanto, os advogados de Nadarkhani conseguiram reverter a condenação provando que o pastor nunca havia se convertido oficialmente ao islamismo, e que portanto, não poderia ser enquadrado na lei.

Apesar disso, ele foi mantido preso por três anos sob acusação de promiscuidade e prostituição, e em setembro de 2012 foi liberado da prisão, retornando em dezembro para cumprir o restante de sua pena. A libertação definitiva do pastor aconteceu em 2013.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Perseguição X liberdade religiosa

Duas fontes atuais nos ajudam a definir o que é a perseguição – As Convenções da ONU (Organização das Nações Unidas), e a própria Bíblia Sagrada.
De acordo com o Artigo 18 da Declaração Universal de Direitos Humanos, de 1948: “Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular”.
O Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos, de 1966, expandiu esse Artigo:
1. Toda pessoa terá direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião. Esse direito implicará a liberdade de ter ou adotar uma religião ou crença de sua escolha e a liberdade de professar sua religião ou crença, individual ou coletivamente, tanto pública como privadamente, por meio do culto, da celebração de ritos, de práticas e do ensino.
2. Ninguém poderá ser submetido a medidas coercitivas que possam restringir sua liberdade de ter ou de adotar uma religião ou crença de sua escolha.
3. A liberdade de manifestar a própria religião ou crença estará sujeita apenas às limitações previstas em lei e que se façam necessárias para proteger a segurança, a ordem, a saúde ou a moral públicas ou os direitos e as liberdades das demais pessoas.
4. Os estados-partes no presente Pacto comprometem-se a respeitar a liberdade dos pais - e, quando for o caso, dos tutores legais - de assegurar aos filhos a educação religiosa e moral que esteja de acordo com suas próprias convicções.
Pode-se dizer então, que o individuo é perseguido se for privado de qualquer dos elementos fundamentais da liberdade religiosa.
Segundo o fundador da Portas Abertas, Irmão André, “perseguição não se refere a casos individuais, mas sim, quando um sistema, político ou religioso, tira a liberdade de um cristão ou o acesso à Bíblia, restringe ou proíbe o evangelismo de jovens e crianças, atividades da igreja e de missões.
Para o Irmão André, não é legítimo usar o termo perseguição para descrever uma tragédia individual que ocorre numa sociedade que concede liberdade religiosa. É um termo que deve ser reservado para comunidades inteiras que enfrentam campanhas organizadas de repressão e discriminação, como ocorreu no estado de Orissa, na Índia, em 2008.
Perseguição segundo a Bíblia
Além do apóstolo Paulo, os cristãos do Novo Testamento enfrentaram cinco fontes de perseguição:

Governantes (Atos 12.2)
Sacerdotes (Mateus 26.3,4; Atos 2.36; João 18.31; Atos 7.54-59)
Mercadores (Atos 16 e 19)
Agitadores (Atos 17)
Família (Mateus 10.35,36)
Enfim, a Bíblia afirma: “De fato, todos os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2 Timóteo 3.12).
Para grande parte dos cidadãos do mundo ocidental, cristãos ou não, o tema “perseguição religiosa” pode soar estranho. Uma das explicações talvez seja o fato de que a maioria dos países deste lado do globo vive em plena democracia e por isso, em geral, as pessoas estão acostumadas a ter seus direitos garantidos por lei. No entanto, essa ideia de que a liberdade e o acesso a direitos fundamentais estão consolidados para a maior parte da população mundial neste século 21 tem se mostrado uma ilusão.
Os países que apresentam elevados índices de restrições à religião não são maioria – 64, no total –, porém abrigam a maior parte da população mundial.
Países como China, Índia, Irã, Iraque, Afeganistão, entre outros, costumam ocupar as manchetes por diferentes motivos, mas raramente são vinculados pela mídia secular à perseguição, muitas vezes implacável, que impõem aos adeptos da fé cristã. Admitir e conhecer a realidade da perseguição é o primeiro passo para que a Igreja se posicione ao lado daqueles membros do Corpo que sofrem por seguir a Cristo e para que passe a agir em favor deles.
Se quiser saber mais detalhes sobre a perseguição nos dias de hoje, leia o livro A fé que persevera – Guia essencial sobre a perseguição à Igreja, de Ronald Boyd-MacMillan, publicado pela Portas Abertas.
No livro, Ronald Boyd-MacMillan afirma: “[Há] dois elementos centrais que nos levam além do Artigo 18. Primeiro, nas palavras de um pregador palestino ‘Isso não diz respeito a nós’. A perseguição diz respeito a Cristo, e a trindade do mal (carne, mundo e diabo) está tentando chegar até Cristo por meio de nós. Não somos nós, estritamente falando, o objeto da perseguição. Nós somos as vítimas dela. Segundo, a perseguição é universal. Essa trindade do mal está perseguindo Cristo, o nosso novo Senhor, estejamos definhando num campo de trabalhos forçados ou deitados no convés de um iate. Bastante simples: se levamos conosco a nossa nova identidade de Cristo, seremos perseguidos”.



Cristãos brasileiros são presos no Senegal

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Silva e Zeneide estão presos há dois meses, acusados de aliciar menores para o tráfico. Mantidos por organizações cristãs do Brasil, os missionários eram responsáveis por um projeto social voltado aos jovens de rua. Seu “crime” foi converter crianças ao cristianismo

Há alguns anos, os cristãos José Dilson Alves da Silva e Zeneide Moreira fizeram as malas e mudaram-se para o Senegal, país localizado na costa atlântica da África, e que faz fronteira com o Mali, 7º colocado na Classificação de Países por Perseguição (WWL).

A rotina de ambos estava ligada, principalmente, ao trabalho que exerciam através do projeto social Obadias, segundo reportagem da revista Istoé , “financiado pela Agência Presbiteriana de Missões Transculturais (APMT), que dá abrigo, comida e ensino a 17 crianças e jovens de rua, muitos deles oriundos de escolas corânicas – os chamados talibês, estudantes islâmicos que são forçados por seus professores a mendigar nas ruas”.

No início de novembro, o pai de um dos meninos do abrigo dirigiu-se às autoridades e fez acusações contra José e Zeneide, alegando que seu filho havia se recusado a recitar uma oração muçulmana e estava exibindo comportamento cristão. O pai afirmou que os cristãos estava desrespeitando o Islã ao ensinar o cristianismo para as crianças. Outras acusações incluem sequestro e tráfico de menores. Os dois ficarão presos em Dakar, capital do Senegal, até que a investigação, que determinará o futuro do caso, seja concluída. Isso pode levar até seis meses.

No Senegal, 92% da população é declaradamente sunita, mas a liberdade religiosa está prevista na Constituição. Na prática, não foi bem isso o que aconteceu. Ainda de acordo com a matéria da Istoé, “meios de comunicação senegaleses reproduziram a acusação: ‘Pastor brasileiro convertia crianças ao cristianismo’, dizia o título de uma matéria publicada na primeira página do tabloide ‘Le Populaire’.”

Enquanto aguardam a decisão da Justiça, ambos vivem agora restringidos ao limite da cadeia; em celas diferentes, mas compartilhadas com 30 pessoas, sem janelas ou qualquer espaço. São autorizados a receber visitas rápidas de familiares e amigos somente duas vezes por semana, além de consultas regulares com dois médicos e um psicólogo. 

Um fator de forte preocupação, porém, é a saúde do pastor. Ele é diabético, está fraco, com um dente quebrado e uma inflamação no ouvido. Fontes informaram que, por conta disso, lhe foi permitido receber comida preparada por seus colegas de fora da prisão. Não somente Silva, mas Zeneide também. Ela, por sua vez, tem ensinado artesanato às demais prisioneiras e, quando possível, compartilhado com elas as refeições preparadas por missionários amigos.

Pedidos de oração
• Ore para que José e Zeneide não desanimem, mas sejam fortalecidos a usar o seu tempo na prisão para compartilhar o amor de Cristo.
• O Pr. José tem três filhos, apenas o mais novo permanece em casa. Peça a Deus para que os corações e mentes de todos os membros da família sejam cheios de paz e confiança até o dia da liberação do pai.

"Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo". João 16.33

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Missão Portas Abertas divulga novo ranking dos países que mais perseguem cristãos no mundo

A Missão Portas Abertas divulgou o novo ranking dos piores países na questão da perseguição a cristãos em todo o mundo.
A edição 2013 da World Watch List (WWL) traz a Coreia do Norte no topo, sendo o país que proíbe a prática do cristianismo em todas as esferas da vida: pessoal, familiar, comunidade, congregacional e público.
Na Coreia do Norte, considerada o país mais fechado do mundo, por especialistas em diversas áreas, a perseguição ao cristianismo é tão intensa, que apenas a posse da Bíblia é suficiente para uma pena que pode variar de prisão até sentença de morte.
De acordo com o site WND, no caso de uma condenação à prisão por posse da Bíblia, o cidadão condenado é enviado a um campo de trabalho forçado, e as três próximas gerações de sua descendência também são condenadas igualmente.
Os países que acompanham o top 5 da lista de maiores perseguidores são formados por população majoritariamente muçulmana: Arábia Saudita, Afeganistão, Iraque e Somália.
A lista possui 50 países que exercem perseguição a cristãos e que merecem atenção especial, de acordo com a Portas Abertas.
A agência de notícias Reuters informou, baseada no relatório da Missão Portas Abertas, que no mundo todo, o número de países que registram alguma espécie de perseguição é maior: “Há mais de 65 países onde os cristãos são perseguidos”.
No site em português, a Portas Abertas divulgou um apelo para que a comunidade cristã se uma em intercessão pela igreja perseguida: “Enquanto trabalhamos nessas publicações, junte-se a nós em oração: dedique um tempo de estudo sobre a lista que já divulgamos e desafie-se a interceder por cada um dos 50 países citados, para que os cristãos perseverem na fé em Cristo e para que, através de seus testemunhos, outras vidas sejam alcançadas. Somos um com eles”.
Confira abaixo, o novo ranking do WWL divulgado pela Missão Portas Abertas:
Por Tiago Chagas, para o Gospel+
 
Fonte: http://noticias.gospelmais.com.br

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Carta de um pastor sírio: "O Mundo se esqueceu de Aleppo"

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A Portas Abertas recebe regularmente cartas de cristãos da Síria. Um pastor sírio da cidade de Aleppo escreveu a carta abaixo, que nos dá uma boa impressão sobre quais são as necessidades da maior cidade da Síria. Por razões de segurança, os nomes dos cristãos não serão citados.

Querido irmão,
Saudações de Aleppo e espero que você esteja bem.
Às vezes tenho a impressão que o mundo se esqueceu de Aleppo, pois a cidade já não dá tanta audiência e não é mais tão "interessante" para a mídia. É por isso que não se ouve mais falar de Aleppo nos veículos de comunicação. Mas, infelizmente, a situação é a mesma. As pessoas continuam sofrendo.

Muito obrigado por suas orações, preocupações e apoio, vou tentar dar-lhe algumas informações sobre as áreas nas quais temos tentado ajudar e fazer o nosso melhor.
1. Refugiados: Famílias deixaram suas casas, porque não aguentavam mais viver na zona de guerra ou porque suas casas foram destruídas.
Neste sentido, temos:
Iraquianos. Eles deixaram o país desde a guerra do Iraque. Eles têm aluguel pra pagar e precisam de dinheiro para isso, mas vivem sem qualquer renda. Até poucos meses atrás, a única renda que recebiam era de 100 dólares mensais que recebiam da ONU. Mas, esta parou de enviar o dinheiro, por isso estão desprovidos agora. Ainda assim, eles estão esperando autorização da ONU, para imigrar para outro país. Nós estamos tentando ajudá-los no pagamento do aluguel e no fornecimento de cestas básicas de alimentos.
Os sírios, da cidade de Homs, estão há nove meses alugando quartos e casas em Aleppo. Eles deixaram suas casas em Homs quando os rebeldes entraram e ocuparam a cidade e destruíram suas casas. Eles fugiram sem ao menos levar suas roupas. Eles não têm nenhum tipo de renda.
Já os sírios, de Aleppo deixaram suas casas, por causa da guerra. Eles são obrigados a alugar casas em outras áreas da cidade. No caso deles também estamos tentando ajudar com o aluguel, cestas básicas, roupas e cobertores.
Por exemplo: o aluguel mensal de um quarto custa 150 dólares, uma cesta de alimentos custa em média de 45 a 55 dólares. A cesta é composta de óleo de cozinha, farinha, atum, espaguete, arroz, açúcar, chá, geleia, detergente, sabão, leite e queijo para as crianças.
2. As famílias mais necessitadas: são aquelas que estão desempregadas há mais de um ano, e especialmente nos últimos 5-6 meses, por causa da situação de guerra em Aleppo. Nesta categoria temos famílias cujas lojas foram destruídas pela guerra deixando-os completamente sem renda.

3. Estudantes: Nós tentamos ajudar os alunos carentes comprando seus livros e pagando a taxa de inscrição deles. A taxa de inscrição de cada aluno e o custo dos livros varia de 200 a 300 dólares. Já a mensalidade escolar é muito cara, varia entre 800 e 1200 dólares.
4. Os enfermos: Nós tentamos ajudar algumas pessoas que sofrem de algumas doenças graves. Infelizmente, eles não têm seguro ou plano de saúde. Por isso, eles precisam de ajuda para pagar seus tratamentos, remédios e internações hospitalares. Infelizmente, a maioria dos médicos fugiram da cidade e os medicamentos estão em falta. As pessoas tentam obter medicamentos no mercado negro.
5. Viúvas e idosos: Nós tentamos ajudá-los, com cestas básicas, medicamentos e suprir outras de suas necessidades. A maioria deles está sem renda (não são aposentados).
6. Um novo desafio; conseguir combustível para aquecer as casas.
Aleppo é uma cidade do deserto e o clima é muito frio no inverno. Agora, o inverno está chegando. Infelizmente não há combustível para aquecimento das casas. No mercado negro há combustível, mas é cinco vezes mais caro. É muito difícil pra uma família conseguir combustível. Essa é uma necessidade primordial, especialmente para as famílias que têm filhos pequenos. Uma família, por exemplo, precisa de no mínimo mil litros de combustível para o inverno, isso custa em média 1.800 dólares. Estes preços são os altos e assustadores. Nossa esperança é que eles não cortem a eletricidade, assim, pelo menos, as pessoas podem aquecer suas casas com energia elétrica. Há mais de uma semana vários lugares estão sem eletricidade ou a têm por apenas dez horas diárias, este é um grande desafio.
7. O último desafio diz respeito ao sequestro de cristãos e aos pedidos de resgate. Isso é terrível! Somos muito cuidadosos e a maior parte do tempo eu fico dentro do prédio. É difícil agir diante de tal situação.
Infelizmente, a necessidade tem aumentado. Mas nós tentamos ajudar o máximo que podemos, e estou ciente de que não é possível fazer tudo. Enquanto isso, continuamos orando para que a paz de Deus habite em nossa cidade e país, e esperamos que as pessoas possam ter dias melhores e que vivam em uma situação melhor.
Mais uma vez muito obrigado por suas orações e apoio.
Com os melhores votos e orações,
Um irmão da Síria.

FontePortas Abertas
TraduçãoMarcelo Peixoto