sábado, 20 de abril de 2013

No programa Agora é Tarde, ex paquito da Xuxa, Alexandre Canhoni, fala sobre seu trabalho missionário na África


Alexandre Canhoni, conhecido como Xand, é um ex-paquito da Xuxa que deixou sua carreira artística de lado para se tornar evangélico e hoje atua como missionário em um projeto humanitário no Níger, considerado o pior país do mundo para se morar. Na última terça feira (16), Alexandre esteve no programa “Agora é Tarde”, apresentado por Danilo Gentili, onde falou de sua atuação como missionário evangélico.

Canhoni falou de sua mudança de vida, saindo do show business, onde trabalhava com crianças sem gostar do que fazia, e indo parar no campo missionário, onde atualmente ajuda a cuidar de mais de 2 mil crianças. Além de mudar sua perspectiva a respeito das crianças, o ex-paquito revelou que tem também 15 filhos adotivos.

- Hoje eu me sinto realizado por lá, eu venho mais para controles de saúde e para divulgar o projeto – afirmou.

O missionário contou também sobre sua conversão, quando questionado por Gentile sobre o porquê de uma pessoa que tinha fama, dinheiro e tudo mais “encaminhado” abandonou tudo para viver no segundo país mais pobre do mundo.

- Esse encontro que aconteceu, se deu há 18 anos atrás (…) Jesus mudou a minha história – contou Canhoni, que confirmou também o questionamento do apresentador que sua trajetória de vida foi “um caso de conversão”.

- Eu tinha repugnância ao “povo chamado crente”, e etc… Os caras vinham Domingo, eu tava querendo dormir, bater na minha porta: “olha, vamo pro culto” (sic). Na realidade eu vi que Jesus é muito além disso, Jesus é um modo de vida – explicou.

- Eu não posso vir aqui e falar “você vai pro inferno”. Eu tenho que vir aqui e mostrar no meu testemunho algo que você vai falar: “o cara mudou”. (…) Muitos dizem “faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço”, e nisso me afastou até bastante dos caminhos de templos e tudo, e eu falei: Eu quero seguir a Palavra, eu quero seguir os passos de Jesus. E Jesus é amor, Ele é compreensão, Ele é misericórdia, e Ele é paz – completou.

Alexandre falou também sobre como é desenvolver um trabalho cristão em um país que tem 99% de sua população islâmica. Ele afirma que, apesar de ser um trabalho perigoso e de ter até mesmo pessoas que joguem pedra em sua casa por isso, seu trabalho é reconhecido pelas autoridades locais, e que existe um respeito pelo trabalho social que ele desenvolve no país.

Ele contou também que se envolveu com o trabalho de tal forma que não quer mais voltar para o Brasil. E contou ter recebido várias propostas para atuar no mercado gospel brasileiro, inclusive para criar algo chamado “pacristo”, um trocadilho em alusão a sua antiga carreira artística.

- Jesus me chamou para fazer discípulos, e não para cantar pra crente – afirmou, explicando seu ministério e sua postura em negar tais convites.

Por Dan Martins, para o Gospel+

Fonte: http://noticias.gospelmais.com.br/

sexta-feira, 19 de abril de 2013

DIA DO ÍNDIO - ÍNDIOS ISOLADOS ENCONTRAM TRABALHADORES PERDIDOS


Índios isolados, trabalhadores em fuga: um encontro amazônico

Por Ana Aranha


Os seis trabalhadores da construção civil estavam perdidos em meio à floresta amazônica, no norte de Rondônia. Algumas horas antes, eles tinham corrido mato a dentro para fugir do caos que tomara o canteiro de obras da usina hidrelétrica de Jirau, onde a Polícia Militar reprimia o movimento grevista, em 2011. Depois de andar cerca de seis quilômetros, o grupo tentava encontrar o caminho de volta à obra, ou a estrada, ou qualquer sinal de urbanidade. Sem sucesso.
Ao invés disso, foram encontrados.

Sem perceber que estavam sendo cercados, os trabalhadores uniformizados se viram rodeados por oito índios nus. Eles tinham o rosto e corpo pintados, flechas em punho e “murmuravam" palavras em uma língua que os trabalhadores não conheciam. Mas logo interpretaram o sentido: estavam rendidos.

Hoje, excepcionalmente, esse espaço não será dedicado a um retrato, mas a um encontro. Encontro que pode servir de pista para compor o retrato dos povos indígenas que habitam o nosso país e os quais temos tanta dificuldade de entender.

Assustados, os trabalhadores da usina se comportaram como prisioneiros dos índios. Seguiram seus passos e pararam quando eles sinalizaram. O coração disparava a cada vez que os índios se reuniam em círculo. Observaram a construção de uma espécie de churrasqueira com gravetos, onde um porco do mato foi assado. Disfarçando o mal estar, comeram cada pedaço de carne que lhes foi oferecido. À noite, um dos trabalhadores foi repreendido pelos colegas por espiar os seios da índia mais nova, a regra era olhar para o chão.
A madrugada avançou, alguns índios deitaram e adormeceram. Os trabalhadores ficaram alertas. Pela manhã, caminharam até chegar a um local onde se ouvia um barulho familiar. Os índios sinalizaram em direção ao som, disseram algumas frases que ninguém entendeu e foram embora. Os trabalhadores correram na direção indicada até que, exaustos, chegaram à rodovia federal BR 364.
Esse relato foi registrado pela historiadora Ivaneide Bandeira Cardozo, da ONG indigenista Kanindé, que entrevistou um dos trabalhadores na presença de um funcionário da Funai (Fundação Nacional do Índio). Ela acredita que os homens e mulheres descritos sejam parte de um grupo que a entidade e a Funai tentam rastrear há anos. “Pela descrição, parecem ser Kawahiba isolados”.

“Isolados” são os índios que não têm contato com a nossa sociedade, ou porque nunca cruzaram com um não-índio (casos cada vez mais raros) ou porque recusam o contato.
Na região que foi alagada pela usina de Jirau, havia rastros de um grupo isolado e nômade. A empresa repassou dinheiro para que a Funai mapeasse esses rastros. Depois de identificados, eles deveriam ganhar uma área de proteção. Mas o investimento não foi suficiente para encontrar ou proteger os índios.
Ao contrário, foram eles que encontraram e salvaram os funcionários da usina. “É difícil entender o que passou na cabeça dos índios quando viram os trabalhadores perdidos”, reflete Ivaneide. “Por que decidiram ajudar? Nunca vamos saber”.

O encontro ocorrido em 2011 é o reflexo oposto do desencontro que se deu na Câmara dos Deputados essa semana. Na terça dia 16, em uma cena inédita, os deputados federais correram pelo plenário como uma manada assustada. Fugiam de homens seminus, pintados de urucum e que balançavam seus chocalhos para protestar contra a mudança da lei que define como as terras indígenas são demarcadas.

Se o comportamento dos índios isolados e dos deputados deixa alguma pista, é que continuamos longe de entender os povos que habitam a nossa terra.
Quando retornaram à usina, os trabalhadores contaram sobre o encontro, mas o supervisor deu risada, chamando-os de mentirosos. Como se fosse impossível haver índios nas proximidades da obra, cravada no meio da floresta amazônica.

Para Ivaneide, a precisão dos detalhes é a maior evidência da veracidade da história. “Os trabalhadores eram de outros estados, uma pessoa sem convivência com indígenas não poderia saber tanto. Ele descreveu a pintura no peito, os traços no rosto dos homens, diferente das mulheres, a pena do gavião real, como tratavam a ponta das flechas. Até os detalhes de como montaram o moquém, que é onde assam a carne”. Segundo ela, o relato bate com hábitos comuns a etnias que vivem ou viveram na região, algumas consideradas extintas.

Existem 82 pistas de grupos indígenas isolados no Brasil, é a maior concentração de povos isolados do mundo. Em março desse ano, os funcionários da Funai fizeram uma carta aberta com um “pedido de socorro”. Nela, escrevem que não há equipe para proteger esses grupos, cujos territórios estão sendo invadidos pelas grandes obras, madeireiros e traficantes.

Como lidar com índios isolados é um dos temas mais complexos dentro da política indigenista. Talvez a pequena mensagem deixada pelo grupo que resgatou os trabalhadores e pelos que invadiram o congresso seja justamente sobre os nossos limites. Os índios tem um modo diferente de ser, nem sempre seremos capazes de entende-los. Talvez esses encontros sejam os momentos para refletir sobre os impactos das nossas escolhas. E fazer um esforço para, a partir dessa nova realidade, respeitar as escolhas deles.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/blogs/3-por-4/índios-isolados-trabalhadores-em-fuga-um-encontro-amazônico-184758000.html

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Vitória! Missionários José Dilson e Zeneide são libertados de prisão no Senegal após pressão de entidades brasileiras


Vitória! Missionários José Dilson e Zeneide são libertados de prisão no Senegal após pressão de entidades brasileiras

Os missionários brasileiros no Senegal José Dílson Alves da Silva e Zeneide Novaes foram libertados hoje, 05 de abril, após apelação apresentada pelo advogado contratado por entidades nacionais.

O juiz que recebeu a apelação na corte de Dakar aceitou conceder a liberdade provisória aos missionários, que haviam sido presos sob a acusação de tráfico de menores e formação de quadrilha.

José Dilson e Zeneide Novaes estão presos no país desde novembro, quando as acusações contra eles foram feitas.

Um advogado cristão senegalês foi nomeado pela Associação Nacional de Juristas Evangélicos (ANAJURE) para acompanhar o caso, com suporte das entidades Religious Liberty Partnership (RLP) e Advocates International, e deverá dar suporte aos missionários até o fim do processo.

Recentemente a ONG Rio de Paz havia lançado um abaixo-assinado pedindo a libertação dos missionários. O presidente da entidade, pastor Antônio Carlos Costa, está no Senegal e acompanhou a libertação dos missionários. A imagem acima foi publicada por ele de dentro da prisão em Thiés.

A Agência Presbiteriana de Missões Transculturais (APMT) divulgou um comunicado em que ressalta a necessidade de apoio contínuo aos missionários, pois o processo continua em curso: “Precisamos continuar orando pelo processo que continuará em andamento até ao seu julgamento final em data a ser determinada pela justiça senegalesa”.

Até o final do julgamento, José Dilson e Zeneide não poderão deixar o Senegal, e deverão cumprir algumas obrigações referentes ao caráter provisório da decisão, como por exemplo, se apresentar todos os dias na prisão de Thiès, de acordo com informações da Missão Portas Abertas.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+



quarta-feira, 27 de março de 2013

Pastor Saeed Abedini, preso no Irã, escreve nova carta e relata espancamentos e torturas: “Não reconheci meu rosto”


O pastor iraniano Saeed Abedini, preso ao visitar seu país e condenado a oito anos de prisão sob acusação de espionagem e comprometimento da segurança nacional do Irã, escreveu uma terceira carta à sua família, revelou o Centro Americano para Lei e Justiça (ACLJ, na sigla em inglês).

Nesta carta, Saeed afirmou que após as torturas e espancamentos a que vem sendo submetido, não se reconhece mais: “Eu pude ver meu rosto no espelho de um elevador que me levaria para o hospital da prisão. E olhando para o reflexo de uma pessoa que estava atrás de mim, eu disse olá, sem me dar conta que era o meu próprio rosto refletido desfigurado”, escreveu Abedini.

O pastor é iraniano naturalizado norte-americano, e estaria trabalhando na implantação de igrejas no país muçulmano antes de sua prisão.

A carta foi escrita para sua família usando pedaços de jornal, informou o site Mundo Cristiano. Nela, o pastor demonstrou preocupação com sua esposa e filhos, e descreveu o estado de seu rosto: “Meu cabelo estava raspado. meus olhos estavam inchados, um inchaço fazendo com que ele ficasse três vezes maior que o normal e o meu rosto também bastante inchado”.

Desde sua prisão, a ACLJ vem pedindo que o governo norte-americano intervenha na situação. Após a divulgação desta terceira carta, a entidade voltou a pedir ao secretário de Estado do país que volte a pressionar o governo iraniano pela libertação do pastor, que é cidadão norte-americano, porém o Departamento de Estado não tem se pronunciado sobre o caso.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+


segunda-feira, 25 de março de 2013

Pai e filho invadem igreja, agridem pastores e atiram em adolescente por estarem incomodados com o barulho - Em Sumaré - SP


Pai e filho invadem igreja, agridem pastores e atiram em adolescente por estarem incomodados com o barulho

O incômodo devido ao volume do som de uma igreja provocou um tumulto que acabou com agressões e tiros numa igreja evangélica em Sumaré, interior de São Paulo.

Os agressores, que não tiveram os nomes revelados, são pai e filho, e moram vizinhos ao templo. Segundo a Polícia Militar, eles se incomodaram com o barulho do culto e resolveram tirar satisfações.

Na porta da Igreja Assembleia de Deus Ministério Gerizim, os dois homens deram socos e tapas num pastor convidado, que havia ido à cidade apenas para a ministração da noite de sábado, 23 de março.

O pastor Alessandro Ricardo Pereira Godoy (foto), titular da igreja, e outras trinta pessoas estavam no local quando o tumulto começou, por volta das 21h00. Godoy revelou ao G1 que o pastor convidado estava falando ao celular na calçada quando foi agredido.

Após a confusão, um dos suspeitos voltou para sua casa e pegou uma arma de fogo, invadindo o templo. Já no interior da igreja, apontou a arma para o pastor titular e ameaçou atirar. Godoy correu e se escondeu no banheiro, o que levou os dois agressores a agredirem um jovem de 16 anos, que é músico.

Uma das fiéis tentou separar a confusão, e foi empurrada por um dos suspeitos, enquanto o segundo atirou à queima roupa no braço do rapaz. Socorrido, o jovem está internado no Hospital Estadual de Sumaré e não corre risco de morte. “Foi muita crueldade. Tentou matar um menino de 16 anos. Tentei separar, mas eles me jogaram do altar”, relatou a fiel que tentou separar a confusão.

Insatisfeito, o suspeito foi procurar o pastor no banheiro, e como não conseguiu abrir a porta, deu um tiro na fechadura, além de disparar contra o banheiro feminino e o teto da igreja. O pastor conseguiu fugir, e ao saírem da igreja, os agressores foram presos em flagrante pela Polícia Militar. Na delegacia, a Polícia Civil registrou o caso como tentativa de homicídio.

O pastor Godoy no entanto, afirmou que a igreja não deverá continuar no mesmo lugar: “Estamos fechando a igreja, vamos nos mudar, não temos condições de ficar aqui. Nós não sabemos o que vai acontecer, se eles conseguirem sair da delegacia podem vir aqui e matar todo mundo, nós não queremos morrer”, afirmou, lamentando o incidente.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+


quarta-feira, 20 de março de 2013

Portas Abertas no Brasil mobiliza anualmente mais de 5.500 igrejas e 24 mil parceiros; Conheça mais sobre a história e trabalho da missão


O ministério da Missão Portas Abertas no Brasil completará 35 anos de existência no próximo dia 1º de Maio, e as comemorações em torno da data já começaram, ressaltando o amplo trabalho desenvolvido nesse período.

Douglas Monaco, ex-secretário geral da Portas Abertas no Brasil e atual auditor interno da Open Doors International, entidade que congrega e coordena as demais filias da missão no mundo, publicou no site da revista Ultimato um artigo sobre os 35 anos de atividade no Brasil.

“Do trabalho solitário de um jovem holandês – conhecido como Irmão André – que consistia em atravessar fronteiras comunistas com um fusca azul repleto de Bíblias, nasceu o ministério que hoje é conhecido como Portas Abertas. No Brasil esse ministério comemora 35 anos! Nossa missão é divulgar a dura realidade vivida por cristãos, ao redor do mundo, que são perseguidos por causa de Jesus. Encorajamos os cristãos brasileiros a serem um exemplo para o mundo no socorro aos cristãos perseguidos de outros países, por meio de oração e contribuições financeiras”, resume o missionário.

Monaco ressalta as dificuldades enfrentadas em 1978, quando a irmã Elmira Pasquini se propôs a estruturar uma filial da missão no Brasil. “O começo foi pequeno, mas o trabalho cresceu bastante. Ao entrar hoje na sede da Missão em Vila Congonhas, cidade de São Paulo, não dá para imaginar aquele início. Mesmo sem luxo, tudo é bonito, organizado e aconchegante. Há 36 pessoas trabalhando no escritório e mais de 200 voluntários cadastrados”, enumera.

A extensão do trabalho da Missão Portas Abertas é relatada por Douglas Monaco, que frisa a mobilização que a igreja evangélica brasileira faz em torno do trabalho missionário: “Há cerca de 24 mil parceiros ativos. Por ano, fazem-se dez viagens de parceiros ao campo, arrecadam-se 11 milhões de reais e a campanha ‘Domingo da Igreja Perseguida’ mobiliza mais de 5.500 igrejas no Brasil inteiro”, diz.

Segundo Monaco, o resumo do trabalho da Missão Portas Abertas é a oferta de oportunidade para que cristãos sejam transformados e a igreja continue crescendo, sem fronteiras: “O compromisso final é com a transformação: cristãos perseguidos mais capacitados no campo, cristãos livres mais comprometidos em seus países, um Corpo de Cristo mais unido, mais fortalecido e mais apto a cumprir a missão que Jesus nos deixou de, sendo um, mostrar ao mundo que o Pai O enviou, conforme João 17”, pontua o auditor da Open Doors, que finaliza: “Graças a Deus pela vida dos que militam na Missão hoje, desde seu dirigente máximo até o mais simples colaborador. Que Deus os capacite e os inspire a fazer um trabalho que o glorifique e cumpra seus propósitos. Graças a Deus por todos, sem exceção, a quem ele mesmo concedeu o privilégio de terem sido participantes dessa história”.

Confira abaixo, a íntegra do artigo “Perseguidos, mas encorajados”, de Douglas Monaco, no site da Ultimato:

Do trabalho solitário de um jovem holandês – conhecido como Irmão André – que consistia em atravessar fronteiras comunistas com um fusca azul repleto de Bíblias, nasceu o ministério que hoje é conhecido como Portas Abertas.  No Brasil esse ministério comemora 35 anos!

Nossa missão é divulgar a dura realidade vivida por cristãos, ao redor do mundo, que são perseguidos por causa de Jesus.  Encorajamos os cristãos brasileiros a serem um exemplo para o mundo no socorro aos cristãos perseguidos de outros países, por meio de oração e contribuições financeiras.

Em nosso 35º aniversário, celebre conosco mais um ano em defesa da causa dos irmãos perseguidos.

Quando em 1977, irmã Elmira Pasquini levantou uma oferta para o Irmão André na primeira visita que ele fazia ao Brasil. Ela não tinha ideia das consequências daquele gesto. Ele disse a ela que o melhor destino para o dinheiro seria começar o escritório da “Open Doors International” (ODI) no Brasil.

Ela fez o que ele instruiu e, meses depois, em 1º de maio de 1978, registrava-se a fundação da Missão Portas Abertas, afiliada da ODI, que durante um bom tempo funcionaria na casa da irmã Elmira. O começo foi pequeno, mas o trabalho cresceu bastante. Ao entrar hoje na sede da Missão em Vila Congonhas, cidade de São Paulo, não dá para imaginar aquele início. Mesmo sem luxo, tudo é bonito, organizado e aconchegante. Há 36 pessoas trabalhando no escritório e mais de 200 voluntários cadastrados. Há dois auditórios para a realização de eventos e, ao todo, o prédio alugado tem quatro andares com 550 m2 de área construída.

Há cerca de 24 mil parceiros ativos. Por ano, fazem-se dez viagens de parceiros ao campo, arrecadam-se 11 milhões de reais e a campanha “Domingo da Igreja Perseguida” mobiliza mais de 5.500 igrejas no Brasil inteiro.

A lembrança daquele início em comparação com o presente faz pensar em duas coisas: transformação e relacionamento.

Transformação

As mudanças políticas, econômicas, sociais e tecnológicas nos últimos 35 anos, forçaram a ODI e a Missão a se renovarem. O trabalho de campo da ODI que, no começo, era só distribuição de Bíblias, adicionou treinamento, desenvolvimento socioeconômico e ações institucionais. A Missão foi se adaptando e engajando os parceiros brasileiros com essas atividades.

Além do crescimento e das mudanças nos métodos, uma transformação mais fundamental vem ocorrendo: a consciência que a ODI e afiliadas vêm ganhando sobre a essência do ministério que realizam.

O compromisso final é com a transformação: cristãos perseguidos mais capacitados no campo, cristãos livres mais comprometidos em seus países, um Corpo de Cristo mais unido, mais fortalecido e mais apto a cumprir a missão que Jesus nos deixou de, sendo um, mostrar ao mundo que o Pai O enviou, conforme João 17.

Essa é a grande transformação e é com ela que todos nós estamos comprometidos.

Relacionamento

É fantástico o quanto de ensino há naqueles gestos da irmã Elmira e do Irmão André. Ela, querendo ajudar, fez o que qualquer de nós faria: uma doação.

Ele, revelando o tipo de engajamento que o ministério quer, aceitou a doação, mas pediu algo mais: o relacionamento permanente. Afinal, como formar mais uma afiliada da ODI sem um relacionamento, no mínimo, duradouro?

A irmã Elmira ficou profundamente honrada pelo pedido do Irmão André, fundou a Missão, recebeu-a na própria casa e, até hoje, é uma voluntária, mesmo aos 85 anos de idade. Ela captou a importância do relacionamento.

E o exemplo dela nos serve de ensino: os irmãos perseguidos não querem nosso dinheiro, eles querem nossa atenção, nossa oração, nosso amor.

Gratidão

Graças a Deus pela vida dos que militam na Missão hoje, desde seu dirigente máximo até o mais simples colaborador. Que Deus os capacite e os inspire a fazer um trabalho que o glorifique e cumpra seus propósitos. Graças a Deus por todos, sem exceção, a quem ele mesmo concedeu o privilégio de terem sido participantes dessa história.

_________

Douglas Monaco, atualmente auditor interno da Open Doors International, ocupou o cargo de Secretário Geral da Portas Abertas Brasil entre abril de 1990 e dezembro de 2009.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+