quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Frente jihadista sequestra cristãos na Síria

O ataque foi confirmado pelos franciscanos em Jerusalém que não possuem nenhuma informação sobre os desaparecidos

Membros do grupo jihadista Frente al Nusra, que tem atacado a Síria, sequestraram um padre e 20 cristãos da cidade de Qunayeh. O ataque foi confirmado pela Custódia Franciscana na Terra Santa e causou grande aflição para a comunidade.

O sequestro teria acontecido no domingo passado (5) durante a madrugada quando homens armados invadiram uma das instalações dos franciscanos na cidade e levaram o padre Hanna Jalluof e as outras pessoas que estavam no local.

Segundo a nota divulgada pelo site da custódia, algumas freiras conseguiram fugir dos terroristas ligados à Al Qaeda e buscaram refúgio na vizinhança da igreja. “Não podemos dizer onde estão agora o padre e os outros prisioneiros, pois, até o momento, não tivemos contato com os sequestradores”, diz a nota.

O desejo da custódia é encontrar todos com vida. “Oramos por ele e por todas as outras vítimas desta trágica guerra sem sentido”, afirma.

A Frente al Nusra é uma das várias frentes criadas após o levante popular de 2011 que tem causada uma grande guerra civil. Muitos desses grupos lutam pelo governo, alguns exigindo a criação de um estado islâmico mais rígido, outros pedindo a laicidade do Estado.

Enquanto eles atacam de um lado do país, os Estados Unidos, o Reino Unido e outros países ocidentais tentam atacar o Estado Islâmico, outro grupo jihadista que tem dominado o noroeste do Iraque o leste da Síria.

Nas últimas semanas os jihadistas capturaram estrangeiros de diferentes nacionalidades para reagir aos bombardeios. Iranianos, turcos e ocidentais foram sequestrados, dois americanos e dois britânicos foram decapitados. Com informações Exame.

Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br/

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Entidades cristãs no Nepal temem a proibição de conversões religiosas no país


Entidades cristãs no Nepal estão preocupadas com a possível proibição de conversões religiosas no país. Segundo a Christian Solidarity Worldwide (CSW), não há lei no Nepal para defender as pessoas que renunciam a outra fé e se convertem ao cristianismo.

A organização afirma ainda que existe uma mobilização entre políticos do país que têm alegado que a conversão de uma fé à outra deve ser proibida. Membros da entidade cristã afirmam que os cidadãos do país correm o risco de serem proibidos de se tornar cristãos, a menos que uma nova Constituição lhes assegure o direito à crença.

Martin Gore, integrante da Christian Solidarity Worldwide comentou o assunto argumentando ser “muito incerto que [a liberdade religiosa] seja garantida na nova Constituição”.

- Os tratados internacionais que o Nepal assinou realmente afirmam que todos têm o direito de adotar uma religião de sua própria escolha, mas as cláusulas [da Constituição] que temos visto até agora não garantem isso – explicou.

- O Estado tem propostas, no novo código penal, apresentadas antes da Assembleia Constituinte, alguns anos atrás, que proíbem todas as conversões no novo código penal. Apesar de não terem sido consideradas no plenário da Câmara, essas propostas foram redigidas – concluiu Gore.


Tendo apenas 2,85% de sua população de 30 milhões de pessoas composta por cristãos, o Nepal se tornou um país laico após uma guerra civil de uma década entre 1996 e 2006. O acordo para o fim dos conflitos obrigou o país a criar uma nova constituição, mas isso ainda não foi feito, e permanece a incerteza em todo o país.

Segundo o ministério Portas Abertas, um projeto de Constituição deverá ser lançado em janeiro, com lugar para consultas e reformulações ao longo de 2015.


Fonte: http://noticias.gospelmais.com.br/

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Perdemos a Missionária Aida Carla da Silva, do Projeto África



Hoje pela manhã, partiu para a eternidade nossa Missionária Aida Carla da Silva, do Projeto África. Nasceu no Brasil em 12 de Outubro de 1978. Cresceu no lar cristão com uma chamada missionária. Casou-se no Brasil e foi enviada como missionária para África.

Juntamente com seu esposo estavam realizando um lindo e prospero trabalho na evangelização e assistência social. Era mãe de uma linda menina, que completou agora 10 meses.

Recentemente ficou doente, mas mesmo no leito ela falava a palavra de Deus, sempre dando força a todos. Fiel a Deus, cumpriu o Ide de Jesus Cristo, os seus mandamentos.

Aida Carla foi uma guerreira na proclamação do evangelho na África. Amava os africanos a ponto de dizer: "Se eu morrer me enterre aqui em Moçambique", e assim será feito, o seu corpo ficará onde ela escolheu ser sepultada.

Os pés da missionária descasam, deixando de levar as boas novas. Sua voz também descansa por um período, pois deixou de ser ouvida aqui, mas soará no grande coral na eternidade.

Hoje nós, sua família, missionários, contribuintes, amigos e Igreja em Moçambique, estão todos em "LUTO", mas sabendo que foi Deus quem quis assim, não cabe questionar a Deus.

Em nome do Pastor Cesino Bernardino nossos sentimentos a família de Aida Carla. Que o Espírito Santo consolador conforte os corações. Resta-nos uma esperança de revê-la na eternidade.

Pedimos aos contribuintes e amigos dos Gideões para que orem pelo seu esposo e sua filhinha de 10 meses que ficaram.

Fonte: http://www.gideoes.com.br/

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Pastor Behnam Irani, preso no Irã desde 2010, desaparece de sua cela; Família suspeita de execução


O pastor Behnam Irani, preso no Irã desde 2010, estaria desaparecido da penitenciária onde cumpria a sentença de seis anos por conta de suas atividades evangelísticas no país. Ativistas de Direitos Humanos temem que o pastor tenha sido levado para ser espancado e/ou torturado e deixado para morrer.

No país, esse método é conhecido como “execução silenciosa”, pois os prisioneiros não recebem assistência médica e as autoridades relatam suas mortes como oriundas de “causas naturais”.

Segundo informações do site Gatestone, o pastor Behnam Irani foi retirado à força de sua cela às 6:30 da manhã do dia 07 de junho de 2014. Fontes relatam que foi dito ao pastor que ele estava sendo levado para uma audiência de processos judiciais, e que ele seria levado de volta à prisão em breve.

No entanto, ele nunca foi levado ao Tribunal ou voltou para sua cela. A família e companheiros de cela temem por sua segurança, uma vez que seu paradeiro é desconhecido e todas as informações sobre o que houve está sendo negada.

Na época de sua prisão, em 14 de abril de 2010, as forças de segurança invadiram sua casa, e o prenderam na frente de sua família. Após um rápido julgamento, Behnam foi condenado a cinco anos de prisão, mas recebeu um ano adicional, totalizando seis anos.

A República Islâmica do Irã está entre os 10 países com extrema perseguição aos cristãos. Um detalhado relatório do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas divulgado em março de 2014 aponta que o país continua a aprisionar os cristãos por sua fé, e menciona também a hostilidade do Estado iraniano com judeus e praticantes de outras religiões minoritárias no país.

O senador dos Estados Unidos Mark Kirk comentou o documento numa entrevista à Fox News e frisou que algo precisa ser feito em prol da liberdade religiosa no Irã: “Este relatório é como um lembrete importante sobre a verdadeira natureza do regime iraniano… Não podemos fingir que estamos negociando com os moderados ocidentais – estamos a negociar com os radicais islâmicos que perseguem mulheres, cristãos e outras minorias religiosas e étnicas, apesar de negar a todos os seus cidadãos os Direitos Humanos básicos – incluindo a liberdade de expressão e de reunião”.

Fonte: http://noticias.gospelmais.com.br/

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Grupo liderado por pastor evangélico faz trabalho de assistência a usuários de drogas em favela do Rio de Janeiro


Um projeto social liderado pelo pastor Célio Ricardo, líder da Igreja Evangélica Amor de Deus, tem buscado transformar a vida de viciados em drogas na favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, que foi recentemente “pacificada”.

O foco do trabalho é atender às centenas de viciados que se aglomeram nas calçadas da favela durante a madrugada em busca de mais uma pedra de crack e um isqueiro para acender o cachimbo com a droga. O pastor Ricardo e o grupo de evangelistas que o acompanha se reúne para distribuir comida para as pessoas que se aglomeram no local, e também para oferecer algum auxílio espiritual através de conversas e orações.

Segundo a Associated Press, o trabalho social dos evangélicos é acompanhado de perto pelo polícia local, que com armas na mão observam como o grupo se esforça para ajudar os viciados.

Apesar de estarem sempre levando comida e palavras de conforto para os usuários de drogas que se aglomeram nas calçadas da favela, o trabalho do grupo não se limita ao auxílio momentâneo e eles oferecem também apoio no centro de reabilitação Amor de Deus.

A igreja oferece abrigo aos viciados num bairro vizinho, em um edifício simples que é anexado à igreja. No local, os jovens rapazes dormem um ao lado do outro em camas de madeira, onde são colocados lençóis limpos e existe uns armários frágeis, onde os viciados podem guardar seus poucos pertences.

- No começo devem descansar porque esta droga os deixa exaustos e alucinados. Não querem comer e perderem a vontade de viver. Querem drogar-se até morrer e aqui tentamos reverter essa situação – explica o pastor.

Fonte: http://noticias.gospelmais.com.br/

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Cemitério de Missionários - João Luiz Santiago


Uma análise do não ambiente missionário da grande maioria de nossas igrejas e lares.


Li há meses o relato de um missionário discorrendo sobre as dificuldades de seu ministério na Ásia. Ele atua num país islâmico que, apesar de não completamente fechado ao evangelho, há muitas desistências de obreiros em face das dificuldades encontradas. A região é considerada, em meios missionários, como “cemitério de obreiros” ou “cemitério de missionários”. Sabe-se também de realidades semelhantes em alguns países da América Latina.

Que interessante isso, denominarmos uma região ou área ministerial como “cemitério de missionários” devido as agruras e dificuldades do trabalho. É assim denominada porque muitos obreiros voltam prematuramente do campo, como que mortificando, assim, sua vocação ministerial missionária naquele lugar.

Realmente, a falta de frutos, perseguições, antipatias variadas, sacrifícios pessoais e familiares, etc. são elementos de desânimo e retorno prematuro do campo.

Motivado por isso, gostaria aqui de fazer uma reflexão a respeito.

Entre os indígenas das selvas amazônicas há uma experiência assemelhada, eu diria. Por exemplo, nossos filhos, em nossa experiência ministerial, e de muitos colegas que atuam entre povos indígenas isolados, deixaram de ter o convívio dos parentes, encontros familiares, datas especiais, etc. Nova língua (aliás, duas em nosso caso), cultura (idem), etc. foram desafios no norte do Brasil para nossa família, com uma diferença: sem os confortos de uma cidade e seus recursos e entreterimentos, mas em duas casas isoladas. Uma totalmente de madeira, fincada, literalmente, no meio da selva (1 hora e 15 min. de voo da cidade sede da Missão!), e a outra de pau-a-pique (feita de madeira, barro e areia) nas frias serras ao lado do Monte Roraima. Naquela, água só do rio ou da chuva e, nesta, do poço. Banho? no rio ou de chubalde…

Privações e vida simples foram comuns para nossa família, assim como o é para muitos missionários entre povos indígenas do Brasil, por exemplo. Obviamente, há também muitas vezes certas animosidades por parte do povo alvo, assim como perseguições variadas em suas sutilezas e metodologias oriundas de ONGs de “defesa dos direitos humanos”, órgãos oficiais e outros interesses bastante fortes como os de garimpeiros, madeireiros, fazendeiros, grileiros, etc.

Infelizmente, eu e minha esposa não pudemos ver de forma mais clara, enquanto no campo, o resultado do trabalho de nossas mãos. Outros colegas colheram e estão colhendo, o que outrora fora semeado, o que nos causa grande alegria. Que maravilha ouvirmos de muitos obreiros atuais que estão batizando aqueles que têm entregado suas vidas a Jesus; eu não tive o privilégio de batizar nenhum dos indígenas com os quais trabalhei por 14 anos. Louvado seja o Senhor!!! Aleluias pelo que tem acontecido atualmente, e já há alguns anos.

Pois é, essa é a realidade; é o ministério missionário entre indígenas amazônicos: sacrifícios, isolamento, perseguições, privações, comidas diferentes, insetos, animais peçonhentos, malária, rios encachoeirados, perigos mil… Tudo isso é parte do dia-a-dia de obreiros nas selvas. É inerente ao ministério, pura e simplesmente.

Mas espere! Na verdade, que sacrifícios são estes comparados aos pioneiros que desbravaram há cinquenta, setenta anos atrás aquelas selvas, se embrenhando por elas? Que sacrifícios são estes comparados ao esvaziamento de Jesus quando veio e habitou entre nós???

A expressão, “cemitério de missionários” é mais uma daquelas expressões que em nada contribui para o reino ou para novos missionários se juntarem à tarefa, seja em que campo de atuação for. Conheci obreiros que trabalharam com povos indígenas e que saíram do trabalho frustrados, tristes, desanimados, etc. e nem por isso há um cemitério de missionários nas selvas amazônicas. Aliás, considerando o ministério entre os indígenas do Brasil, especialmente da região da Amazônia Legal, poderíamos tomar emprestada esta expressão para fazer referência às dificuldades, limitações, sacrifícios e outras muitas palavras que descrevem os contextos ministeriais adversos entre esses povos que ali vivem. Mas isso seria bobagem!

A expressão “cemitério de missionários” para que serve??? Serve apenas para o contraproducente, o repelir novos obreiros; serve apenas para afagar a auto comiseração de muitos obreiros, ou o ego de missionários “Indiana Jones” às avessas. Bobagem!

Os cemitérios de missionários, se é que vamos usar tal expressão sensacionalista, estão muito longe dos campos onde os obreiros atuam, seja em que continente for. Cemitério de missionários são púlpitos estéreis de desafios missionários. São púlpitos covardes que não confrontam os membros da igreja para o envolvimento em missões. Isto sim, poderíamos chamar de cemitério de missionários.

Cemitério de missionários são pais egoístas que não liberam seus filhos e filhas para o serviço de Deus. Cemitério de missionários são pastores pequenos, fracos, covardes que não são capazes de abrir a Palavra e afirmar “… assim diz o Senhor…” sobre a necessidade de mais obreiros transculturais.

Cemitério de missionários são escolas de formação teológica onde a teologia é motivo de afastamento dos futuros formandos dos campos. É sabido, e tristemente atestado, que muitos alunos iniciantes sofrem de um acentuado arrefecimento de sua visão e vocação ministeriais missionárias à medida que avançam em seus estudos teológicos. São alvos (eu diria, vítimas) de professores que atribuem à teologia, ou a carreira ministerial, como ascensão acadêmico-social, um quase “plano de carreira academicista”.  Por esta razão muitos egressos dessas escolas nem pensam em sair de um grande ou médio centro para plantação de igreja em regiões necessitadas. Nem mesmo pastorear um grupo menor ou mais afastado. Missões de ponta de lança? Nem pensar em tal coisa!!! São obreiros nati-mortos em termos missionários; isto, sim, é cemitério de missionários.

Que coisa triste, lamentável mesmo pois, quem é a “mãe da teologia” senão a revelação e comunicação de Deus a nós, (missões!) que, justamente, é o objeto da teologia?!

É lamentável também vermos igrejas que têm um potencial enorme para suprirem os campos missionários com seus rapazes e moças, mas que se contam nos dedos, quando muito, os que dali saíram para os “…campos brancos para a ceifa”.

Não é pequeno o número de pastores que não conseguem ver além do reino sectário de sua igreja e ou denominação. Há muitos pastores que conseguem motivar os seus jovens para carreiras profissionais, apoiá-los em seus cursinhos e faculdades, orar por eles ao serem aprovados no vestibular ou quando vão morar em outra cidade, estado ou país distantes. Mas não os motivam à carreira ministerial. Para esta última, há uma série de exigências a serem cumpridas para que tenham a aprovação da liderança. Exigências estas muitas vezes absurdas.

Líderes que agem como se fossem os donos da vocação ou do chamado de Deus para suas ovelhas; que tristeza!

Enquanto tal ocorre muitos jovens são arrefecidos em seu entendimento do serviço a Deus. Muitos nem mesmo ouvem de seus líderes, seja do púlpito ou em conversas pessoais, sobre a necessidade de exposição do evangelho entre os povos ainda não alcançados. Não são despertados para a verdade que o alcance desses povos depende do desprendimento de rapazes e moças que se lancem, depois de bem preparados, ao campo missionário.

E o que dizer de pais que projetam nos filhos seus sonhos frustrados de outrora?! Em consequência disso, só conseguem vislumbrar uma carreira secular promissora para seus filhos. Carreira esta que produzirá ganhos materiais e estabilidade financeira, pois não admitem seus filhos como obreiros do Senhor, missionários onde Deus os quiser conduzir. Muitos até mesmo querem fazer dos seus filhos esteios de sua velhice, onde a segurança futura é depositada no bom sucesso de suas crias.

Que desperdício de juventude, criatividade, vigor, inteligência, etc. se observa quando os pais não admitem que seus filhos sirvam ao Senhor. Muitos consideram isso até mesmo vexatório, humilhante, atestado de incapacidade. ” – Meu filho, obreiro do Senhor, missionário??? De forma alguma! Ele será alguém na vida”. É a afirmação, normalmente não verbalizada, mas algumas vezes, sim, de muitos pais.

Quanta marginalização por parte de pais egoístas que não conseguem ser motivadores para que seus filhos encontrem plena realização no serviço do Mestre, na obra missionária.

Sim, há muitos cemitérios de missionários em muitos lares de pais crentes mas que pouco confiam no Senhor para a condução e direção dos seus filhos.

Infelizmente, há dois tipos de pessoas, onde os jovens que desejam servir ao Senhor, encontrarão dificuldades de darem cabo de sua vocação e decisão de servirem no campo missionário: os pastores e os pais. Estes por seus, basicamente, egoísmos e medos de deixarem Deus conduzir seus filhos. Aqueles por terem uma visão medíocre e, não raras vezes, orgulhosa, a tal ponto de se constituírem nos donos da vocação de suas jovens ovelhas.

Precisamos, obviamente, reverter este triste quadro, tanto o pastoral/eclesiástico quando o paterno/familiar. A obra missionária que está diante de nós não comporta pensamentos e atitudes tão pouco visionárias, egoístas e medíocres. A obra missionária a ser feita só poderá, efetivamente, acontecer com nova mão de obra. E esta se encontra, exatamente, dentro de nossos lares e de nossas igrejas.

Ser um engenheiro, médico, advogado, dentista, militar, etc. qualquer um pode ser e desempenhar uma ótima profissão, com testemunho relevante no tecido social onde trabalhará. Mas um obreiro de Deus, um missionário de dedicação exclusiva ao serviço do Senhor, é tarefa apenas para aquele que persistentemente assim decidir e lutar. Que não se conforma com o cemitério que há ao redor de si, em sua igreja e ou lar.

Estes lutarão e insistirão já em sua própria casa e igreja, pois são, geralmente, nesses ambientes onde encontrarão as primeiras e mais fortes contrariedades para prosseguir.

Muitos pastores e pais, em flagrante reflexo de falta de visão e compromisso sério e visionário com Deus, serão os primeiros a tentarem (e muitos o conseguirão) demover suas ovelhas e filhos dessa “loucura” de querer ser missionários.

Nossa família, filhos e nossas ovelhas são instrumentos do Senhor para o alcance dos perdidos sem o conhecimento de Deus. Mas para que nós, pais e pastores, saibamos conduzir tais instrumentos a efetividade ministerial, necessitamos usar mais adequadamente a autoridade que o Senhor nos delegou. Usá-la com visão larga e aberta das necessidades e oportunidades do campo missionário. Usá-la debaixo da dependência do Senhor desses campos e do Seu desejo em alcançá-los. Usá-la de forma menos egoísta e marginal, a fim de que nossas ovelhas e filhos vejam em nós o entendimento de serem eles a resposta de Deus aos campos.

Queridos, precisamos abrir mão dessa potencial mão-de-obra; precisamos dar direcionamento bíblico abalizado a ela; precisamos ser melhores mordomos das ovelhas de nossas igrejas e filhos de nossos lares.

Não podemos ser pás que trabalham com a morte num cemitério de missionários em nossas igrejas e lares.

Que sejamos aqueles que trabalham com a “puericultura missionária”. Aqueles que promovem e asseguram o nascimento e o desenvolvimento de visões saudáveis naqueles que o Senhor nos deu a liderar.

Que O Senhor nos ajude. E Ele assim quer!

Juntos com Jesus, o Missionário por excelência,


João Luiz Santiago



João Luiz, e Denise, sua esposa, são missionários da MEVA. Trabalharam 14 anos entre os yanomamis e macuxis, no estado de RR. Atualmente coordena o Dpto. de Missões do SBPV. Seu filho, João Luiz (Joãozinho), é também missionário da MEVA entre os yanomamis. Sua filha, Lara Luíza, com seu marido, André, se preparam para a obra.


Fonte: http://www.meva.org.br/artigos/